quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Minha carta e sua respiração de passarinho...

É teve aquela cartinha. Nunca me esqueci dela. O envelope era cafona, eu sei.
Foi tão lindo, você leu, nos  abraçamos. Nunca vou esquecer aquele abraço. Eu tremia um pouco e te apertava um pouco porque não queria te deixar ir.
Mas eu tinha que deixar...
Sua ida dependia dos seus motivos e não dos meus...
Foi lindo sentir seu coração batendo feito o de um passarinho. E,  de fato, você é como um: livre , delicada , brincalhona  às vezes, como quem acha a felicidade em coisas pequenas como tomar banho em um pires.
Você disse que eu não imagina o que eu havia feito com aquela carta. Não imagino,  mesmo. Talvez um dia você me conte. Talvez não,  e tudo bem, nosso mistério também é bonito.
Eu sei, no entanto, o que eu fiz . Arrumei uma forma de te deixar ir.
Quem sabe tenha havido um encontro de almas...
Acho que foi isso mesmo, pois frequentemente retorno àquele nosso abraço.
E ainda sinto sua respiração de passarinho...
Não sei se você já foi pra mim. Sei, apenas, que você está onde você quer e eu não poderia querer nada melhor pra você,  pois retirar sua liberdade seria uma tragédia.
Prefiro você assim: livre do meu desejo, livre para voar...

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